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Nascida no Rio de Janeiro, muito nova mudou-se com a família para Teresópolis, onde fez seus estudos básicos. Sempre se dedicou à EDUCAÇÃO. Formada em Pedagogia pela UCP de Petrópolis, ocupou diversos cargos administrativos em instituições particulares, municipais e estaduais. (Foi a 1ª diretora da E.E. Presidente Bernardes, onde permaneceu por 15 anos.) Formada em Letras pela UFRJ - Português e Espanhol - com cursos de especialização nas Universidades de Salamanca e Navarra, passou a lecionar espanhol e português na rede particular e pública. Foi uma das criadoras do C.E.S. Teresópolis, onde trabalhou como Secretária e Profa. de Português e Espanhol por mais de 20 anos.
É autora de uma Gramática Espanhola para vestibulandos, “Proyecto Español 2001”, por módu-los, registrada no Ministério da Cultura.
Pós–graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, publicou o livro “MEDOS, FOBIA, PÂNICO?”
Há dois anos vem escrevendo no “O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS”. Resolveu, então, publicar seus artigos semanais. Embora não seja uma “gramaticóide”, faz o que pode para que a Língua Portuguesa, BELA e CULTA, não seja ULTRAJADA.
Apesar da forma jocosa como apresenta os conceitos gramaticais, prima pela correção e zela pelo purismo da nossa língua. Os textos usados não são “nada convencionais”. Introduzem significados de certas expressões populares, dicas para vestibulandos, para concursos, para políticos e comunicadores de rádio e TV que desejam escrever e falar bem a nossa língua – o que na verdade é um DEVER CÍVICO.
SEU LEMA: A VIDA DE PROFESSOR É PARA QUEM TOPA QUALQUER PARADA E NÃO PARA QUEM PARA EM QUALQUER TOPADA

Seguem alguns de seus textos disponibilizados pela autora ao fórum, para reflexão:
Em 1999, Aldo Rebelo, deputado federal, apresentou o projeto de lei nº. 1676, “em defesa da Língua Portuguesa.” O Brasil culto vibrou, aprovou e concordou. O projeto queria evitar que a Língua Portuguesa, no Brasil, entrasse em extinção... como o caso do “mico leão dourado”.
Qualquer professor, não necessariamente de português, está preocupado com o excesso de expressões importadas e gírias usadas pelos jovens, sem falar nas palavras de baixo calão, usadas sem o menor constrangimento, dentro e fora da sala de aula.
Nos “shopping centers” , como o próprio nome sinaliza, predominam os estrangeirismos.
Os art. 1º, 2º e 3° desse projeto instituem a Língua Portuguesa como o idioma oficial, protege-a e defende-a, obrigando o seu uso por todos os brasileiros natos, naturalizados e estrangeiros residentes no Brasil. Nos art. 4º e 5º condena a prática abusiva do uso de expressões em língua estrangeira que tenham equivalente em português, e dá 90 dias para o aportuguesamento dessas expressões. Prevê ainda , no seu art. 6º, a cobrança de multas aos infratores, cobradas em dobro, nos casos de reincidência.
Sabemos que um idioma evolui quando entra em contato com outros; é impossível evitar esse intercâmbio. Há mais de 100 anos o escritor português Eça de Queirós disse: “No Brasil fala-se português com açúcar.” Entretanto, atualmente, nosso vocabulário está muito descaracterizado,
menos doce, com estrangeirismo como “holding”, “recall” ,“franchise”,“coffee-break”, “self-service” ou com aportuguesamentos de gosto duvidoso como “escanear”, “estartar”, “printar”, “atachar”, “deletar”...
Essa invasão desnecessária de estrangeirismos vem ocorrendo com rapidez tão espantosa, que estamos na iminência de comprometer a comunicação oral e escrita com o nosso homem simples do campo. Ele entenderá, por exemplo, que uma mercadoria “on sale” significa que esteja em liquidação? Ou que “50% off” quer dizer “50% a menos no preço” ?
Os profissionais que usam a língua portuguesa na comunicação oficial, na mídia escrita, radiofônica e televisiva, na publicidade e no comércio, sem dúvida, podem ajudar a resgatar nosso idioma dessa desnacionalização.
Os adolescentes, usuários do M.S.N. e outros programas de relacionamento na Internet, criaram um dialeto próprio que substitui sílabas por fonemas e não usa acentos. A digitação fica mais rápida, mas a inteligibilidade, para os estranhos à nova prática, fica comprometida.
Este espaço não pretende propagar a xenofobia (aversão ao estrangeirismo) ou a intolerância de nenhuma espécie.
Pretende SIM:
Melhorar nossa auto-estima. O português é belo, pródigo e rico de recursos léxicos.
Dar dicas de português para aqueles que precisam usá-lo, seja no Vestibular, em Concursos ou até mesmo na comunicação diária.
Evitar as famosas e desavisadas abobrinhas.
Divulgar curiosidades do nosso idioma, das suas origens aos neologismos criados pelas descobertas modernas.
Abolir de vez, do nosso comércio, as tão famigeradas “Entregas à domicílio" e “Vendas à prazo”.
Nossa língua é CULTA E BELA, SIM. Mas ULTRAJADA... NUNCA!
Esse também é o NOSSO PROJETO...
A nova novela das 19h está trazendo à baila um assunto que está muito real e presente em nossas escolas; e que está atingindo não só as escolas, como também locais de trabalho e outras instituições. Esse fenômeno é conhecido por “bullying”. Do inglês, “bully” substantivo, que quer dizer valentão, fanfarrão; verbo, que quer dizer fazer bravatas, intimidar. São comportamentos de pressão, opressão, intimidação, gozação e perseguição que o agressor exerce sobre a vítima. Os professores que convivem com o “bullying”, impressionaram-se com as cenas da novela, tal o realismo da mesma. O “bullying” tornou-se um fenômeno mundial. Há quase 10 anos, já o denunciei em escolas de Teresópolis!
O “bullying” deveria ser eliminado; do nosso vocabulário e principalmente da nossa prática, já que não tem equivalente em português.
Existem três tipos de envolvidos nesse tipo de violência: o espectador, a vítima e o (s) agressor (es).
A vítima geralmente é aquela criança mais frágil, tímida, um pouco diferente que é freqüentemente ameaçada, intimidada, ofendida, recebe apelidos etc. Quando cresce, continua a ser vítima, não porque é confundida com uma prostituta; é diferente porque é simples, honesta e trabalhadora, o que é uma anormalidade nos dias de hoje. Os agressores, normalmente, aprenderam com os adultos a resolver seus problemas e incompatibilidades, com agressividade. São crianças más de 7, 15 e 21 anos. Eternas crianças, embora universitários de mais de 20 anos. O espectador é aquele que vê diariamente as situações de “bullying”, torna-se inseguro e temeroso, e não conta suas impressões, por receio de tornar-se a próxima vítima. Quando cresce, é o motorista que assiste à cena violenta, denuncia, mas vai passar o resto da vida temendo represálias.
Nesse mesmo dia, professores que tiveram seus dedos arrancados e o cabelo queimado por alunos, apareceram no Jornal Nacional. Farão parte de um grande número de professores, que já licenciados, são portadores da chamada “Síndrome da sala de aula”. Só quem já sentiu na própria pele, pode compreender tal sofrimento!
Na verdade, tal problemática vem preocupando seriamente pais e educadores. E a discussão sobre a violência é importante porque quando ocorre no ambiente escolar, confunde-se com indisciplina; mas logo, logo, ultrapassa os muros da escola.
Tiremos nossas vendas: a única forma de evitar esse fenômeno tão complexo, é com uma ampla discussão entre pais, professores e alunos. “Os pais precisam saber o que seus filhos fazem da porta de casa para fora...”. Sábias palavras do pai da empregada doméstica , para quem o termo “bullying” não significa nada. Se nenhuma medida for tomada em breve teremos que instituir “cotas para a Universidade” para empregadas, prostitutas e todas as minorias, como já ocorre com os índios, coitados, que são até queimados vivos ...”.
É muito comum a expressão “Eu ainda sou de menor”. Essa expressão, errada, equivale à frase : “Eu ainda sou menor de idade”. Ou “Eu ainda sou menor”; para aqueles que ainda não completaram 18 anos. É óbvio que isso também vale para “maior”. “Ele já é maior de idade , ou apenas maior ”, uma vez que ele já é uma criança de 20 anos! ! !
Final do capítulo da mesma novela: Aluno humilde, abraçado à diretora que está prestes a desistir da direção da escola pública, atemorizada pela violência dos alunos, pede: “Não desiste não, diretora, quem vai tornar possível os meus sonhos?” A cena valeu pela emoção e realismo, mas... ele deveria ter dito: ...quem vai tornar possíveis os meus sonhos?
O “bullying” é uma realidade em nossas escolas, nas ruas e na sociedade. Temos que encarar isso de frente. (Olha que pérola!) Aliás, alguém já conseguiu encarar de lado ou de costas?
- “ Minha mão começou a suar; o ar começou a faltar; meu coração disparou; minha boca ficou seca como o meu olhar. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo.
Hoje eu sei: -Era o MEDO.”
- “Quem sofre de Síndrome do Pânico sabe que, sem
mais nem menos, a crise, simplesmente, acontece.
E foi assim comigo: a-c-o-n-t-e-c-e-u! Minha
primeira ‘crise’ aconteceu durante uma missa, e eu estava
de mãos dadas com minha mãe, rezando o Pai-Nosso
Hoje, depois de um tratamento, passei a me conhecer melhor.,
E vivo mais FELIZ.
”
- “ – Se para mim é muito difícil pensar no passado, pior ainda manter-me no presente, o que dizer do futuro – o grande desconhecido?
Mas eu estou resolvida a lutar pela minha felicidade.”
- “ Ela tem medo de pessoa desconhecida, de pessoa conhecida e até das que tem que conhecer...
Diz freqüentemente:
- ‘Mãe, me abraça. Fica aqui comigo...’
- E eu pretendo ficar! Sempre...”
-“ A primeira palavra que eu conheci foi MEDO.
Desde pequeno, eu chorava ao ter que ‘amarrar os
sapatos em público’, por ter medo de errar diante dos
outros. Não era apenas uma timidez normal ... Eu sabia!
Hoje, a palavra mais importante para mim é esperança.
E eu estou muito FELIZ !”
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Parabéns pelo seu trabalho em prol da educação e da cultura.Com certeza ele extrapola Teresópolis e influencia a todos os que acessam esse material muito bem feito,com dedicação,competência e carinho. Um grande abraço.Sergio