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De: Vladimir Araujo Cavalcante
Date: Mon, 05 Oct 2009 00:03:22 -0300
Para: Grupo do Audio Visual
Assunto:Propostas GT Audiovisual
Prezados amigos do audiovisual,
Continuo lamentando a impossibilidade de participar dos encontros
presenciais, uma vez que atividades de trabalho e uma agenda de
interesses sobre assuntos relativos ao audiovisual tornam impeditiva
essa modalidade de participação. Quero que saibam que compreendo toda
a agenda e que ela conta com meu apoio, pois tenho certeza que este
tipo de semente dará ótimos frutos para a cidade. Mesmo não
participando das reuniões, quero deixar contribuições ao grupo.
I - O Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro é sem dúvida
um lugar de encontros a ser aproveitado. Está cerca e menos de 2 horas
de Terê. A curadoria e organização do evento tem pessoas receptivas a
propostas inclusivas. Nesse sentido temos um canal para propor uma
participação a cidade, num modelo inicialmente satélite, mas que
evoluiria para um foco de acordo com o interesse desenvolvido pela
parceria.
Estive estas semanas enxergando nichos e vejo muitas chances de para o
ano que vem, com uma boa articulação e com o nível de empreendedores
da cidade funcionarmos como anfitriões de uma "cena temática" para a
cidade.
II - O PONTOCINE é um espaço o cinema para pessoas e formação de
platéia qualificada para o Brasil. Transcrevo abaixo o e-mail que
recebi do seu fundador, Adaílton, onde fica o convite e o exemplo para
que Teresópolis tenha algo do gênero. Creio que essa sugestão converge
com a idéia do CINECLUBE, pois Adaílton antes de ser o PONTOCINE era
na verdade cineclubista.
Amigos,
terça-feira, dia 6, às 19h30, a Imprensa Oficial estará lançando no
Pavilhão do Festival do Rio, no Centro Cultural da Ação e Cidadania o
livro A hora do cinema digital - Democratização e globalização do
audiovisual, de Luiz Gonzaga Assis de Luca, Diretor de Relações
Institucionais do Grupo Severiano Ribeiro.
Dentro do capítulo III - As Alternativas ao Sistema DCI -, Gonzaga
dedica 6 (seis) páginas ao Cinema Ponto Cine e encerra o capítulo com
o seguinte texto: "Embora o PONTO CINE não faça parte de um sistema,
de um projeto extensivo ou de um circuito, não poderíamos deixar de
citá-lo como modelo a ser seguido, buscando no esforço do corpo-a-
corpo com segmentos da população que obras diferenciadas acessem salas
de cinema. Resta-nos torcer que trabalhos como este repliquem por
todos os cantos, confirmando as amplas possibilidades da
democratização da informação e dos conteúdos na sociedade brasileira".
Essa citação, por si, já nos deixaria super orgulhosos, ainda mais
assinada por uma das personagens mais importante da história da
exibição brasileira nos últimos anos, mas Gonzaga também destaca o
PONTO CINE no capítulo VII - A Convergência no Brasil - (...) Deveria
ser um modelo a ser copiado na implantação de centenas de cinemas no
País. Mistura à exibição de filmes que não chegam à localidade com
formação de plateias, cursos de aperfeiçoamento profissional, com a
vivência comunitária e com o lazer. É uma pena que seja uma única sala
com trabalho tão atuante dentre tantas que recebem subsídios para
desenvolver trabalhos semelhantes.(...)"
Por isso, e muitas outras coisas mais, faço esse convite aos amigos
que acompanham, participam e torcem pelo nosso trabalho. Esse livro é
uma aula sobre Cinema Digital e sobre a sua importância para o Brasil,
mas é também a nossa marca definitiva para a história. Assim como em
1969 o homem deixou a sua pegada na Lua, quarenta anos depois o PONTO
CINE deixa a sua nesse satélite escrito pelo Gonzaga, e que ficará por
muitos anos em orbita.
Meus agradecimentos a Luiz Gonzaga Assis de Luca.
III - Quero lembrar ainda que o governo federal, por meio de uma
iniciativa que envolve o BNDES financia a criação de salas digitais de
baixo custo para acesso ao cinema em áreas de baixo acesso. A política
que vem sendo defendida pelo Barretão pode ser acolhida por nossa
cidade e desse modo levar aos bairros mais pobres o cinema. O SESC fez
isso com o caminhão e isso foi muito bom. Mas o espaço com todo seu
complexo de convivência em outros ramos, inclusos literatura, teatro e
dança pode ser mais proveitoso para toda população.
Abraços,
Vladimir Cavalcante |
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O que seria de nós sem as coisas que não existem! |