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Atendendo a uma ideia do Alyxandre, estou abrindo este espaço para falarmos um pouco sobre alimentação.
Gostaria de começar dizendo que o que colocarei aqui proconiza a alimentação que sigo, específica para a minha linha de Yôga, o Swásthya Yôga. Não é uma doutrinação, e sim um espaço para troca de ideias e experiências. Que fique claro que nem meus alunos são obrigados a praticarem este sistema alimentar, mas que se optarem por ele, terão um vasto material de apoio, e a experiência de milhares de pessoas, além de uma qualidade de vida bem melhor.
Sou ovo-lacto-vegetariana, o que significa que não consumo nenhuma espécie de carne, seja ela de que cor for. Consumo ovo, leite e seus derivados.
A primeira pergunta que me fazem é: e as proteínas? Bem, eu como ovo, leite e derivados, e muitos vegetais. Meus filhos são vegetarianos desde que nasceram, e nunca tiveram anemia (embora sempre tenham que fazer exame de sangue quando mudo de médico, para provar ao doutor que a saúde do sangue está perfeita!). Você podem imaginar como eles adoram mudar de médico... Eles têm 12 e 15 anos, são altos, bonitos e saudáveis. RRRrrrrrrrsssss, não é exagero de mãe.
A segunda pergunta costuma ser: mas você não sente vontade às vezes de comer carne? (chega a ser engraçado ver um indivíduo passando com um pedaço de churrasco perto do meu nariz para ver se consegue me tentar...) Bem, a verdade é que não só não fico tentada, como fico com nojo, mas resisto à vontade de fazer cara de nojo, por pura educação, dou um sorriso (e me acabo de rir por dentro), digo que não quero e agradeço ao indivíduo. Só quem é vegetariano pode entender a graça da situação. Pessoas mais sensíveis também.
Eu acredito que o sistema alimentar das pessoas deve ser bem pessoal. Cada um deve descobrir qual o melhor para si mesmo. Um atleta não pode comer a mesma coisa que uma pessoa sedentária. O importante é nos conhecermos e descobrirmos o que nos faz bem. É lógico que "somos o que comemos", então vamos aprender a sentir o alimento e o efeito que ele produz no corpo. Despertemos a sensibilidade para a alimentação, e aí descobriremos o que melhor se encaixa em nossa vida.
Somos todos diferentes, e seria bem interessante que cada um respeitasse estas diferenças e até aprendesse com elas. Siga seu direito à liberdade, inclusive alimentar, mas com sensibilidade e respeito pela liberdade dos outros.
Bem, acho que por enquanto chega, pois imagino que já levantei muita polêmica.
Aguardo comentários para que possamos prosseguir.
Grande beijo.
Naira Reyne. |